O queridinho colar de âmbar

O queridinho colar de âmbar

O âmbar não é uma pedra nem um cristal e sim uma resina vegetal fossilizada (mais exatamente seiva de árvore) encontrada principalmente na região dos Bálticos.  Apelidado de “pedra da cura”, é morno ao toque e acredita-se que possua propriedades de desintoxicação e de transformar energia negativa em positiva. Nele se encontra o ácido succínico, composto químico que fortalece o sistema imunológico, estimula o sistema nervoso e melhora a atividade metabólica. Devido a sua atuação como analgésico e anti-inflamatório natural, o uso do âmbar em acessórios como colares e pulseiras já é tradição em países europeus mesmo sem ter comprovação científica de seus benefícios para o corpo, e caiu na graça das mamães de plantão após celebridades usarem elas mesmas e em seus filhos para auxílio na fase de dentição no alívio de dores e desconfortos como inchaço da gengiva e febre.

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Se você optou pelo uso do colar, vale atentar para algumas considerações como acompanhar de perto o uso; prestar atenção à reação do bebê quando o objeto é colocado: se ele se incomoda, tenta puxar ou nem nota;  usando desde cedo, as chances de ele se acostumar são maiores. Cabe aos pais decidir sobre o uso à noite, tendo em vista os perigos e lembramos que a Associação Brasileira de Odontopediatria e outros órgãos possuem um posicionamento contrário ao uso de qualquer tipo de cordão em bebês devido aos riscos para a segurança dos mesmos.

Na escolha pelo uso do colar deve-se optar pela superfície e cor do âmbar. Referindo à superfície, pode ser natural, polida, não polida e aquecido.

Natural: os grãos são selecionados, furados e usados nos colares. Sua superfície imperfeita massageia e aumenta a circulação sanguínea, auxiliando no processo de distribuição do ácido succínico pela pele de forma mais efetiva, porém podem haver  pontas que causem desconforto ao toque.

Não polido: neste tipo de superfície as pontas são tratadas e a aparência fosca e rústica é mantida.

Polido: 0s grãos são polidos até ganhar brilho. No geral ficam com menor superfície de contato com o corpo porém com a aparência muito mais bonita para o artesanato.

Aquecido: este âmbar passa por aquecimento para efetuar alterações em algumas propriedades como cor, clareza ou polimento. Quanto mais aquecido menor quantidades de ácido succínico conterá, portanto acredita-se diminuir o poder de cura.

 

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Referindo a cor pode apresentar-se em variações de Cereja: para ganhar esta cor o âmbar passa por aquecimento.

Branco: é o que possui maior concentração de ácido succínico e assim acredita-se que maior poder de cura. Apresenta-se em menos de 1% do âmbar Báltico e por isso é muito valorizado comercialmente; é vendido polido pois no estado natural sua cor é amarelada ou marrom devido à superfície de oxidação.

Amarelo: é a coloração que sugere a designação de “Pedra do Sol” ao âmbar e acredita-se que é a cor da energia.

Marrom: é a cor ideal para auxiliar em desintoxicações do organismo e doenças.

Vermelho: auxilia na energização, auto confiança e processos reprodutivos masculinos.

Negro: era utilizado pelos ancestrais para guiar com segurança a alma após a morte. A partir desta crença não é indicado para crianças.

 

 

Teste de autenticidade

1 Coloque uma ou duas gotas de acetona ou álcool em uma das contas do colar.  Se ficar viscosa, pegajosa ou alterar a cor, não é âmbar.

2 Misture uma parte de sal com duas de água e dissolva. Coloque uma peça de âmbar: se boiar, é autêntica.

3 O âmbar é morno ao toque, bem diferente das imitações de vidro, que são sempre mais frias que a sua pele.

Estes testes são uma orientação na hora da compra porém o correto são testes laboratoriais que informarão certamente a autenticidade do âmbar, pois podem haver variações na composição de cada grão que poderá acarretar em falsos positivos ou falsos negativos.